China e Rússia apelam aos EUA que parem de 'se preparar para guerra' no espaço
Os planos do Exército dos Estados Unidos para reconstruir o principal porto de um arquipélago intocado no Pacífico despertaram memórias dolorosas da Segunda Guerra Mundial e preocupações entre os moradores sobre a possibilidade de ficarem imersos em um conflito entre superpotências.
No próximo ano, Palau se tornará a sede no exterior das equipes de construção das Forças Armadas dos Estados Unidos, com a expansão de um cais para abrigar navios americanos. A estrutura foi construída pelo Japão durante a Segunda Guerra Mundial.
Assombrados pelo passado, os palauenses questionam os EUA sobre como serão protegidos caso uma guerra ecloda em um país com menos de 458 quilômetros quadrados de terra habitável.
"Para onde eles iriam? A preocupação é muito real", disse Madelsar Ngiraingas, que cresceu ouvindo histórias das avós sobre como fugiram durante uma sangrenta batalha da Segunda Guerra Mundial entre tropas americanas e japonesas.
Obras dos Estados Unidos no Palau, em 5 de setembro de 2026
AFP
Localizado 800 quilômetros a oeste do Mar da China Meridional e com uma população de apenas 17.000 habitantes, o Palau também deve abrigar um depósito de reserva para situações de crise dos fuzileiros navais dos EUA, conforme mostram os documentos da licitação.
Terrenos estão sendo desmatados para a instalação de um radar militar, e um aeródromo remoto está sendo ampliado para acomodar aeronaves de grande porte.
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