Nas redes sociais, uma expressão ganhou força nos últimos meses para descrever um relacionamento que perdeu a intimidade: “fase colega de quarto”. É quando o casal deixa de se tocar e conversar sobre o dia a dia, e passa a dividir apenas a logística da casa: contas, compras e a louça da pia, além do tédio.
Para tentar entender essa “crise de relacionamentos”, muitos tiktokers foram buscar, no final da década de 1950, uma teoria de desenvolvimento infantil e sobrevivência biológica que acabou se transformando em um guia de conselhos amorosos: a Teoria do Apego.
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Usada quase 70 anos depois, a ferramenta popular de autoconhecimento parte de conceitos de um desdobramento da teoria original chamado Apego Adulto, criado pelos pesquisadores Cindy Hazan e Phillip Shaver. Desse campo, vieram o vocabulário, as dicas de namoro e os termos “ansioso” e “evitativo”.
Na cabeça dos criadores do conteúdo, o raciocínio funciona como uma engenharia reversa. Se um namorado some do WhatsApp e a proximidade esfria, ele recebe um rótulo do Apego Adulto: “Ele está agindo como um evitativo”. Mas a explicação, segundo a teoria original de John Bowlby, seria esta: o sistema de apego dele foi moldado na infância por pais distantes.
