O grupo Hyundai apresentou sua nova inteligência artificial para condução autônoma. Chamada de Atria AI, a ideia é usá-la junto da estratégia Data Flywheel (ou “volante de dados”, em tradução livre): através da coleta de dados de incidentes reais conforme os carros rodam, o sistema pode ser treinado continuamente. Depois, as melhorias podem ser enviadas aos carros via atualizações remotas.
Diferentemente dos testes tradicionais conduzidos em rodovias vazias, que, convenhamos, são “tranquilas” demais para ensinar uma máquina a dirigir, a metodologia foca nas exceções que acontecem na rotina, como fechadas bruscas, obras e pedestres distraídos.
Quando o carro encontra esses imprevistos, o sistema da Hyundai identifica os momentos em que a inteligência artificial se deparou com dificuldades e registra o trecho. Na sequência, os episódios selecionados são recriados em simulações digitais tridimensionais para o software ser treinado sem expor ninguém a riscos.
IA nos carros Hyundai
O programa utiliza também a tecnologia VLA (Vision-Language-Action). Desenvolvida pela divisão 42dot, a solução adiciona raciocínio contextual para interpretar cenários complexos antes de executar comandos de direção, frenagem ou aceleração para ajudar o sistema a tomar decisões melhores. Ainda, o recurso permite que os engenheiros compreendam melhor o motivo de a inteligência artificial ter feito determinada escolha.
