O uso prolongado de tablets como substitutos de computadores portáteis demonstra que os dispositivos atuais atendem a cerca de 90% das necessidades diárias de trabalho. No entanto, limitações estruturais de software e de gerenciamento de arquivos impedem a substituição completa dos sistemas operacionais de desktop. A conclusão é fruto de um teste prático de longo prazo realizado pelo apresentador Pedro Cipoli com o modelo Samsung Galaxy Tab S10 Ultra.
De acordo com a avaliação, o hardware dos tablets de topo de linha não representa um gargalo para a produtividade. Componentes como a tela AMOLED de 14,6 polegadas, a autonomia da bateria e o desempenho do processador atendem à demanda de execução de tarefas contínuas. "Isto aqui é um milagre da tecnologia para mim: ter tanta bateria em uma construção muito boa, quatro caixas de som e hardware potente", afirmou Cipoli. As câmeras frontais do dispositivo também entregam captação de imagem superior à das webcams integradas em notebooks convencionais para reuniões virtuais.
Limitações de software e ecossistema multitarefa
As principais barreiras para a substituição definitiva do computador concentram-se no sistema operacional e no comportamento dos aplicativos. O ambiente Samsung DeX busca emular uma interface de trabalho em janelas, mas esbarra nas restrições da base Android e na adaptação de softwares desenvolvidos por terceiros.
