Governo anuncia reajuste de 15% para o Bolsa Família
Especialistas entendem que o reajuste de 15,04% no valor do Bolsa Família concedido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apenas repõe a inflação e não é proibido pela legislação eleitoral. Eles questionam, no entanto, o momento escolhido para o anúncio e alertam para possíveis impactos sobre as contas públicas, a inflação e os juros nos próximos anos. (Veja mais detalhes)
Com a decisão do governo de reajustar o valor em 15,04%, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777, informou o Ministério do Planejamento. O reajuste passa a valer já no mês de outubro, com pagamentos a partir do dia 19.
O reajuste reacendeu o debate sobre mudanças em benefícios sociais a poucas semanas das eleições, como ocorreu com a "PEC Kamicaze", aprovada pelo Congresso Nacional com o apoio do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022.
Os principais concorrentes de Lula à Presidência da República reagiram ao anúncio e chamaram a decisão de "ato de desespero" e "'uso eleitoreiro" do aumento.
Há, entretanto, diferenças entre a situação de 2022 e a mudança anunciada agora pelo governo Lula. O valor do Auxílio Brasil (atual Bolsa Família) foi reajustado em 50%, passando de R$ 400 para R$ 600. À época, também houve a elevação do Auxílio-Gás para o valor de um botijão e a criação de um novo benefício: um "voucher" de R$ 1 mil para caminhoneiros.
Entenda se o governo pode reajustar benefício social em ano eleitoral e diferenças de aumentos de Lula e Bolsonaro
