O ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foi sorteado relator da ação que o candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, ingressou na Justiça Eleitoral contra o reajuste de 15% do Bolsa Família, anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira (17).
Com a medida, o piso do benefício sai de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio vai de R$ 675 para R$ 777. O último aumento do programa social foi concedido em março de 2023.
Mais cedo, Mendonça rejeitou uma ação protocolada no TSE pelo deputado Zé Trovão (PL-SC) contra o reajuste do benefício. O ministro não chegou a analisar o mérito da questão, mas rejeitou a ação poque o autor não tem legitimidade ativa para propor esse tipo de processo nesta instância, já que concorre na instância estadual.
Em documento à Justiça Eleitoral, Renan chama a medida de “ilegal, inconstitucional e eleitoreira”.
“Não se pode brincar com o processo eleitoral”, escreveu.
A representação alega que o governo federal já tinha conhecimento da perda de poder aquisitivo dos beneficiários do programa no início de 2025, “corroído pela inflação desde março de 2024”, mas escolheu implementar o aumento de 15% na reta final da campanha eleitoral.
