O MPT (Ministério Público do Trabalho) ajuizou nesta quinta-feira (17) uma ação civil pública contra a Havan e o empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas de departamentos, por assédio eleitoral. O órgão pede R$ 30 milhões em indenização por dano moral coletivo.
O processo foi apresentado à Justiça do Trabalho em Goiânia e tem como origem um discurso feito por Hang em 29 de agosto, durante a inauguração de uma unidade da Havan em Caldas Novas (GO). Diante de funcionários recém-contratados, o empresário criticou a proposta de redução da jornada de trabalho e relacionou a discussão sobre o fim da escala 6×1 às eleições de outubro.
Em um vídeo do discurso publicado nas redes sociais, Hang afirmou que a mudança teria impacto sobre os custos da empresa.
“Agora, vai dar para a pessoa a liberdade do trabalho. É de vocês, não é do Congresso Nacional. Eles querem ganhar o voto de vocês e depois, sabe o que vai acontecer? No caso da Havan, o custo da mão de obra vai crescer 15%”, disse.
Hang também argumentou que uma jornada menor levaria empresas a contratar mais funcionários e que o aumento dos custos acabaria sendo repassado aos preços. Segundo ele, mesmo com a manutenção dos salários, os trabalhadores perderiam poder de compra.
“Se você ganha a mesma coisa e os produtos vão subir 10% a 15%, vocês vão ter um poder de compra menor. Aí, sabe o que vocês vão ter que fazer?
