Candidatos ao Planalto criticaram o ajuste anunciado nesta quinta-feira (17) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Bolsa Família e chegaram a chamar a medida de “ato de desespero”.
O piso do benefício sai de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777.
Flávio Bolsonaro (PL) criticou a medida e afirmou que o aumento do benefício foi um “ato de desespero” do mandatário.
“Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha, porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é proibido durante as eleições. Ele acha que vai enganar alguém 17 dias antes das eleições. Ele sabe que isso não pode”, afirmou Flávio em comício em Vitória da Conquista (BA).
Ronaldo Caiado (PSD) disse que aprovar o reajuste “a 17 dias da eleição escancara o uso eleitoreiro do programa”.
“Ninguém é contra apoiar quem mais precisa, e o valor do Bolsa Família deve proteger quem vive em vulnerabilidade. Mas aprovar R$ 5,8 bi de reajuste a 17 dias da eleição escancara o uso eleitoreiro do programa. A dívida do país está no vermelho. É um desgovero que rifa o futuro do país sem o menor pudor”, escreveu Caiado nas redes sociais.
Romeu Zema (Novo) também criticou o reajuste e acusou mostrar “o desespero do Lula depois de perder a liderança nas pesquisas do segundo turno”.
Em nota, Zema disse que que Lula “age de forma irresponsável” e declarou ter, entre suas propostas, um prêmio para “valorizar as famílias que conseguirem vencer a pobreza”.
