Caroline Ainslie, 60 anos, de Southampton, recebeu o diagnóstico mais assustador que uma pessoa pode ouvir: câncer de ovário estágio quatro, espalhado pelo fígado, pulmão e outras partes do corpo. A antiga enfermeira acreditou que tinha apenas um ano de vida.
Mas ela se tornou uma das primeiras pacientes de câncer ovariano no University Hospital Southampton a receber um tratamento revolucionário chamado HIPEC - quimioterapia intraperitoneal hipertérmica. Após uma cirurgia de 12 horas, Caroline foi declarada livre de tumores.
A trajetória dela ilustra como avanços terapêuticos recentes estão transformando prognósticos antes considerados terminais.
O câncer de ovário é a sexta neoplasia mais comum em mulheres, com cerca de 7.500 diagnósticos anuais no Reino Unido. A doença é frequentemente chamada de “assassina silenciosa” porque seus sinais iniciais são vagos e facilmente confundidos com problemas digestivos ou menstruais comuns.
Os sintomas não são silenciosos porque inexistem, mas porque são sutis e frequentemente progridem antes de um diagnóstico definitivo. Inchaço persistente, dor pélvica ou abdominal, sensação de saciedade rápida ao comer e necessidade frequente ou urgente de urinar são os principais sinais de alerta.
Cerca de dois terços dos casos são diagnosticados em estágio avançado, quando as opções de tratamento podem ser mais limitadas. A doença é responsável por mais de 4.000 mortes anualmente no país.
