O Tribunal de Contas da União realizará na próxima 4ª feira (23.set.2026) uma sessão extraordinária e reservada para analisar a política de preços dos combustíveis da Petrobras. A reunião foi convocada a pedido do ministro Jhonatan de Jesus, relator do processo que audita a governança da estatal.
A Corte de Contas acompanha a Estratégia Comercial de Diesel e Gasolina adotada pela Petrobras em maio de 2023. O objetivo é avaliar a execução da política, os critérios usados na formação dos preços e os mecanismos internos de governança e controle.
Em novembro de 2024, o TCU determinou que a Petrobras formalizasse, em até 120 dias, uma norma interna detalhando como as diretrizes seriam aplicadas. A Corte também decidiu manter o acompanhamento por mais 2 anos, com análises semestrais. Como o processo tem informações sigilosas, não foi divulgado qual ponto específico será submetido aos ministros na sessão.
PARIDADE EM ANÁLISE
O PPI (Preço de Paridade de Importação) foi adotado em 2016, durante o governo de Michel Temer (MDB). O modelo vinculava os preços cobrados pela Petrobras às cotações internacionais dos derivados, considerando fatores como o preço do petróleo Brent, o câmbio, o frete marítimo, as despesas portuárias e os riscos da importação.
O fim da vinculação direta ao PPI foi uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
