O governo federal anunciou um reajuste no Bolsa Família, elevando o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio de R$ 675 para R$ 777. O anúncio, feito a duas semanas das eleições, gerou debate sobre o timing da medida e seus efeitos sobre as contas públicas.
A economista Deborah Bizarria avaliou, durante o CNN Hora H, o reajuste sob a perspectiva da gestão pública. Para ela, o objetivo do Bolsa Família é meritório, mas a discussão sobre como torná-lo mais eficaz foi negligenciada ao longo do mandato. “O governo teve ao longo de quatro anos contato com especialistas, contato com a evidência acadêmica de como poderia ser melhorado o Bolsa Família”, afirmou. “E o governo não tem discutido isso ao longo desse mandato inteiro e deixou para oferecer um aumento agora na eleição. Isso me deixou um pouco chocada”, declarou.
Experiências estaduais e inclusão produtiva
Deborah Bizarria destacou que, após o fim do governo anterior, houve avanços pontuais, como a revisão do Cadastro Único para corrigir distorções em cadastros de famílias uniparentais e a inclusão de mais pessoas em situação de pobreza no programa. No entanto, segundo ela, pouco foi feito desde então para aprimorar o Bolsa Família em nível federal.
