O discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações UNidas), na próxima terça-feira (22), ainda está em construção, mas já prevê uma fala enfática na defesa do multilateralismo e da soberania nacional, com recados aos países que têm tomado decisões independentes envolvendo questões globais.
No entanto, Lula não deve mencionar o nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no discurso, nem se referir diretamente ao mandatário norte-americano. O Brasil acusa os EUA de violação à soberania nacional desde o primeiro tarifaço aplicado pela Casa Branca aos produtos nacionais, no ano passado.
Recentemente, em discursos públicos e de campanha à reeleição, o presidente brasileiro tem feito críticas a tentativas de ingerência externa nos temas domésticos do Brasil, especialmente aquelas que possam interferir nas eleições. Em evento nesta semana, o petista afirmou que, durante a ONU, terá um “bate-papo” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pedir que “não se meta nas eleições no Brasil”.
Auxiliares do presidente negam que exista, até o momento, um pedido de reunião bilateral com o chefe da Casa Branca, mas não descartam um “encontro fortuito”, e “aperto de mãos” entre os dois, durante o evento na sede da ONU, aos moldes do que foi no ano passado.
