Em 2022, o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral para pedir a inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL) e de seu candidato a vice, Walter Braga Netto (PL). A equipe jurídica do PT apresentou duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral baseadas em acusações de uso indevido da máquina pública e de ataques sistemáticos às instituições e ao processo de votação brasileiro.
Uma delas afirmava que o então presidente utilizou dinheiro público para tentar comprar votos e influenciar eleitores no 2º turno por meio da criação e do adiantamento de benefícios sociais às vésperas da eleição, incluindo o Auxílio Brasil (programa que posteriormente voltou a se chamar Bolsa Família). Agora, Lula tomou uma atitude similar.
Em 2022, o grupo de desenvolvimento social e combate à fome do governo de transição identificou que houve a inclusão de cerca de 2,5 milhões de beneficiários unipessoais no programa Auxílio Brasil às vésperas da eleição. Segundo os dados, desde 2018, o número de famílias com apenas um integrante seguia estável em torno de 2 milhões. A partir do fim de 2021 até julho de 2022, no entanto, houve um aumento para cerca de 4,5 milhões de beneficiários, e por isso o TSE foi acionado.
Agora, nesta 5ª feira (17.set.2026), a 17 dias do 1º turno das eleições gerais de 2026, que acontecerão em 4 de outubro, Lula reajustou o valor do Bolsa Família em 15%.
