O ex-presidente do Kosovo, Hashim Thaci, foi declarado culpado de crimes de guerra, incluindo homicídio, tortura e detenção ilegal, pelo tribunal de crimes da guerra do Kosovo em Haia, na quarta-feira (16).
Thaci, de 58 anos, foi condenado a 25 anos de prisão por crimes cometidos enquanto era o principal comandante do ELK (Exército de Libertação do Kosovo), de maioria étnica albanesa, durante a violenta separação do território da Sérvia, entre 1998 e 1999.
A decisão foi acompanhada de perto em ambos os territórios, onde o legado do conflito e a posterior declaração de independência do Kosovo, em 2008, continuam sendo fonte de tensão entre albaneses e sérvios. No Kosovo, a sentença foi criticada por ser considerada excessivamente rigorosa, enquanto, em Haia, apoiadores do ex-presidente entraram em confronto breve com a polícia.
O tribunal declarou Thaci culpado pelo assassinato de 96 opositores políticos e pessoas consideradas colaboradoras das forças de segurança sérvias, executado por forças do Exército de Libertação do Kosovo durante o conflito.
Ele também foi condenado pela detenção ilegal e arbitrária de 385 pessoas, pela tortura de 303 pessoas e pelo tratamento cruel dispensado a 49 pessoas. Nenhuma das vítimas participava ativamente das hostilidades no momento em que os crimes foram cometidos, acrescentou o tribunal.
A corte afirmou que Thaci participou ativamente e incentivou crimes como parte de uma “empresa criminosa conjunta” com um plano comum.
