O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, afirmou nesta quinta-feira (17), em São Paulo, que não espera uma solução ainda em 2026 para a suspensão das exportações brasileiras de carne bovina à União Europeia (UE). Segundo ele, a retomada do fluxo comercial pode ocorrer no primeiro semestre de 2027, desde que o Brasil volte à lista de fornecedores habilitados e avance na negociação de um período de transição com as autoridades europeias.
As restrições entraram em vigor em 3 de setembro, com a aplicação, pela UE, de novas regras para importações de animais e produtos de origem animal relacionadas ao uso de antimicrobianos, previstas no Regulamento de Execução (UE) 2026/1189.
Para seguir apto a exportar, o país fornecedor precisa apresentar garantias de cumprimento das exigências europeias. O Brasil foi o único citado nominalmente no regulamento por não ter fornecido dentro do prazo as informações requeridas, enquanto outros 92 países ou regiões foram habilitados com base nas comprovações apresentadas.
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No caso da carne bovina, Perosa afirmou que a discussão é mais complexa porque a UE exige garantias sobre o uso de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida do animal.
