O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (17) que o STF (Supremo Tribunal Federal) está dividido em grupos que buscam “autoproteção” diante da crise envolvendo integrantes da Corte.
“O Judiciário está sangrando”, afirmou Tarcísio durante agenda em Itapetininga, no interior paulista.
Para o governador, o Supremo vive uma “crise sem precedentes” e os próprios ministros precisam dar uma resposta aos questionamentos que atingem o tribunal.
“Não dá para a sociedade imaginar ou admitir que o Supremo agora vai se dividir para se proteger, e é o que a gente está vendo. Dois blocos, dois times ali buscando autoproteção”, disse.
Tarcísio afirmou ainda que magistrados devem ser investigados quando houver questionamentos sobre suas condutas.
“Por que magistrados não podem ser investigados ou não têm que prestar contas? Todo mundo tem que prestar contas”, afirmou.
As declarações ocorrem dois dias depois de uma sessão marcada por divergências entre ministros do Supremo durante a análise dos casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Na terça-feira (15), o plenário discutiu se os procedimentos relacionados aos dois ministros deveriam tramitar de forma conjunta. O julgamento foi suspenso após Flávio Dino pedir vista, com placar parcial de 4 a 3 pela manutenção das análises separadas.
