O reajuste do Bolsa Família, divulgado nesta quinta-feira (17), trará um custo adicional de cerca de R$ 22,7 bilhões no próximo ano. A proposta orçamentária enviada ao Congresso terá de ser ajustada para acomodar a despesa.
Durante o CNN 360º desta quinta-feira (17), o analista de Economia Gabriel Monteiro apontou que a situação para 2027 representa um desafio considerável para as contas públicas. Ele destacou que é preciso separar os dois anos ao avaliar o impacto fiscal da medida.
Para 2026, cujo impacto do reajuste de R$ 600 para R$ 691 será de R$ 5,8 bilhões, a situação é teoricamente mais gerenciável. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que há espaço fiscal para o aumento e que os recursos devem ser realocados de despesas com sobras, principalmente da Previdência Social.
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Monteiro destacou que o relatório bimestral de receitas e despesas, que será publicado no próximo dia 24, dará mais clareza sobre a situação orçamentária.
“Caso a gente tenha realmente a identificação de uma despesa menor com recursos previdenciários, o que já aconteceu no relatório anterior, isso abriria espaço no orçamento de 2026 para estes R$ 5,8 bilhões de reajuste do Bolsa Família”, explicou.
