O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que a decisão dos Estados Unidos de acusar o Brasil de falhar no enfrentamento ao PCC e ao Comando Vermelho, facções criminosas classificadas pelos norte-americanos como “terroristas”, é uma jogada eleitoral calculada e de baixo custo para Donald Trump (Partido Republicano). Seria mais confortável do que aplicar a Lei Magnitsky contra ministros do Supremo Tribunal Federal.
A leitura é que o tema da segurança pública tem maior potencial de repercussão no eleitorado brasileiro do que medidas direcionadas a integrantes do STF.
A ameaça de uma nova Magnitsky foi registrada pelo Poder360. Ela ganhou força com a divulgação de mensagens entre Alexandre de Moraes, primeiro ministro do STF sancionado pela lei americana em 2025, e Daniel Vorcaro.
A possibilidade, porém, perdeu força depois da divulgação de mensagens que também mostram relações de Vorcaro com os ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques.
Uma nova rodada de sanções, baseada na crise no STF, também poderia ampliar o alcance da medida e facilitar a reação do governo Lula. O argumento seria de que os Estados Unidos estariam interferindo no Judiciário brasileiro e anexando a soberania do país
A avaliação no Planalto é que existe uma percepção negativa de Trump e do secretário de Estado, Marco Rubio, no eleitorado brasileiro. Novas tentativas de interferência poderiam acabar favorecendo Lula.
