Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam como "muito grave" o relatório dos Estados Unidos que acusou o Brasil de ter falhado no combate às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
No relatório enviado ao Congresso americano na terça-feira (15), o presidente Donald Trump fala na necessidade de adoção pelo Brasil, "com urgência", de "medidas enérgicas para enfrentar" as organizações criminosas.
PCC e CV foram incluídos recentemente pelos EUA na lista de organizações terroristas.
O documento diz ainda que, enquanto outros governos do hemisfério ocidental estão tomando "medidas corajosas" para erradicar cartéis, o Brasil não tem enfrentado o PCC e o CV.
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A avaliação na área internacional do governo brasileiro é que o documento relaciona o crime organizado e o narcotráfico à segurança nacional americana, o que "abre margem para ações militarizadas dos EUA à revelia do direito internacional".
A exemplo do que ocorreu em janeiro com o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, que foi capturado pelos Estados Unidos em janeiro deste ano. Maduro foi acusado de conspirar a favor do narcoterrorismo e do tráfico de drogas.
O relatório dos EUA sobre PCC e CV foi divulgado nesta quarta-feira (16) pelo Departamento de Estado. Horas depois, o governo brasileiro divulgou nota negando que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional.
Governo Lula vê relatório sobre PCC e CV como 'muito grave' e brecha para ações militares dos Estados Unidos
