O petróleo encerrou esta quinta-feira (17) em queda nos mercados internacionais, após novos sinais diplomáticos no Oriente Médio reduzirem parte dos temores de uma escalada mais ampla na região. Os agentes também acompanharam a volta da oferta petrolífera da Arábia Saudita ao mercado global, em um ambiente ainda marcado por riscos à infraestrutura e ao transporte de energia.
Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para novembro fechou em baixa de 0,95%, ou US$ 1,01, a US$ 104,82 por barril. Na Nymex, o WTI para outubro recuou 0,51%, ou US$ 0,52, e terminou a US$ 101,91 por barril.
O movimento ocorreu após a Reuters informar que a China pediu reservadamente ao Irã ajuda para conter os houthis, do Iêmen, depois de um apelo da Arábia Saudita a Pequim. Segundo a agência, Riad buscou apoio após o avanço da milícia iemenita pela costa do Mar Vermelho e nas proximidades do Estreito de Bab el-Mandeb, área considerada sensível para as exportações sauditas de petróleo.
A Reuters também informou que o fluxo de petróleo saudita foi ampliado via Omã. Para o analista Christopher Tahir, da Exness, os avanços diplomáticos retiram parte da pressão de alta sobre as cotações, embora o mercado físico siga apertado. Em avaliação enviada ao mercado, ele afirmou que o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz continua em queda e que as tensões entre Arábia Saudita e houthis mantêm expostos o transporte no Mar Vermelho e a infraestrutura energética regional.
