O tabaco brasileiro concluiu nesta quinta-feira (17) a pré-inspeção exigida para a exportação da safra 2025/26 à China. O procedimento é uma das etapas previstas no protocolo bilateral de comércio entre os dois países e foi realizado em Santa Cruz do Sul (RS), com participação de autoridades brasileiras e chinesas.
A China foi o segundo principal destino do tabaco brasileiro em 2025, com importações de aproximadamente US$ 577 milhões, segundo o SindiTabaco.
O presidente da entidade, Valmor Thesing, destacou a importância do mercado chinês para as empresas do setor e afirmou que o cumprimento das exigências previstas no acordo bilateral permanece entre as prioridades da indústria.
Durante a pré-inspeção, o Ministério da Agricultura e Pecuária coletou amostras de tabaco processado e encaminhou o material para análise na Central Analítica da Universidade de Santa Cruz do Sul. Ao todo, foram avaliados 52 lotes de sete empresas.
As análises buscaram identificar nove pragas quarentenárias previstas no acordo bilateral, entre elas seis tipos de insetos, duas plantas daninhas e o fungo conhecido como mofo azul. Segundo o SindiTabaco, nenhuma das pragas foi encontrada nas amostras analisadas.
O resultado atende aos requisitos estabelecidos no protocolo e permite o avanço do processo de exportação da safra brasileira para a China. A liberação, porém, ainda depende da emissão do certificado pela autoridade chinesa.
