A MMG contestou, nesta quinta-feira (17), as objeções levantadas pela Comissão Europeia à compra dos ativos de níquel da Anglo American no Brasil e afirmou que as preocupações apresentadas por Bruxelas não refletem a realidade do mercado de ferroníquel.
A mineradora, controlada pela estatal China Minmetals, disse ainda estar disposta a assumir compromissos para garantir o fornecimento aos clientes europeus e tentar destravar a conclusão da operação.
“Abrimos um escritório na Europa e estamos dispostos a assumir todos os compromissos que permitam aos clientes europeus ficar em uma situação tão boa quanto, ou melhor do que, a que tinham com a Anglo”, afirmou Troy Hey, Gerente Geral Executivo de Relações Corporativas da MMG.
A Comissão Europeia enviou à companhia uma Comunicação de Objeções, documento que formaliza as preocupações preliminares identificadas pelo órgão antitruste durante a investigação da aquisição.
O documento não representa uma decisão final sobre o negócio. A MMG ainda poderá responder aos questionamentos e apresentar novos compromissos antes de uma decisão definitiva da Comissão. Segundo a empresa, a autorização europeia é a última aprovação regulatória necessária para concluir a aquisição.
A principal preocupação de Bruxelas é que a mudança de controle possa reduzir a quantidade de ferroníquel de baixo carbono disponível para produtores europeus de aço inoxidável.
