O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 16, que a Igreja Católica perde espaço para as igrejas evangélicas porque mantém o celibato e não permite que mulheres ocupem posições como as de padres e bispos.
Durante encontro com lideranças protestantes brasileiras e norte-americanas no Palácio do Planalto, o petista atribuiu parte do crescimento do segmento evangélico no Brasil à maior participação feminina nessas igrejas.
“Eu conheço o trabalho da Igreja Católica. Falei pro papa Francisco: ‘enquanto a Igreja Católica não acabar com celibato e permitir que mulheres possam ser bispos, padres, a gente vai ver Igreja Católica passando dificuldade’”, declarou Lula.
Segundo o presidente, essa seria uma vantagem das igrejas evangélicas. “Mulheres são tratadas em igualdade de condições. Isso faz com que tenha crescido tanto no Brasil”, afirmou.
Dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2025, mostram que 56,7% da população brasileira se declarou católica, o menor percentual registrado desde o primeiro levantamento do tipo, realizado em 1872.
Entre os evangélicos, a parcela passou de 21,6% em 2010 para 26,9% em 2022, o maior patamar da série histórica.
Lula diz que governo precisará das igrejas em 2027
No encontro, Lula também fez um aceno ao eleitorado evangélico ao afirmar que o governo precisará da colaboração das igrejas no próximo ano.
