O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou nesta quinta-feira (17) que o Brasil convive há décadas com taxa de juro real elevada por razões estruturais, e não apenas por fatores conjunturais ligados à política fiscal. A declaração foi dada durante congresso da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec).
Segundo Ceron, há características estruturais na dinâmica jurídica e institucional do país que ajudam a explicar por que a taxa de juros real brasileira fica acima da média internacional. Ele disse que o componente fiscal tem peso nesse quadro, mas não esgota a explicação para o nível dos juros.
Ao comentar falas da ex-secretária do Tesouro Ana Paula Vescovi, Ceron afirmou que a previsibilidade em relação ao futuro fiscal adiciona um componente ao debate, mas ressaltou que há fatores estruturais pouco discutidos. Entre eles, destacou a baixa formação de poupança no Brasil.
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De acordo com o secretário-executivo, países que convivem com juros reais mais baixos contam com planos de previdência complementar e fundos de pensão mais robustos, o que amplia a poupança de longo prazo e reduz o custo do capital.
