O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira, 17, que a Polícia Federal (PF) seja acionada diante do que classificou como “adensamento de indícios de crimes” em operações do Banco Master com concessionárias de cemitérios da Prefeitura de São Paulo.
Ao mesmo tempo, Dino proibiu expressamente que qualquer ato investigativo decorrente da medida atinja o ministro André Mendonça. O magistrado também incluiu o Grupo Maya no foco prioritário das apurações e determinou que o presidente da Corte, Edson Fachin, seja novamente comunicado sobre as referências à atuação de Mendonça.
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A decisão foi proferida na ADPF 1.196, processo que discute a concessão dos serviços funerários e cemiteriais da capital paulista. Dino afirmou que fatos divulgados depois de uma decisão anterior no processo têm “significativa relevância” e exigem esclarecimentos adicionais.
O ministro reproduziu no despacho informações publicadas pela imprensa segundo as quais o grupo empresarial de Daniel Vorcaro mantinha créditos garantidos pela totalidade das ações da concessionária Cemitérios e Crematórios SP, ligada ao Grupo Maya, quando o banqueiro se encontrou com Mendonça.
