Imagine o leitor a situação do amapaense honesto. De um lado, o grupo político de Davi Alcolumbre. Que dispensa apresentações. INSS, Master, Beto Louco; os escândalos se alternam, mas Davi não. Continua o mesmo.
O homem que já foi tenente do Sarney no Amapá e passou a perna na raposa do Maranhão. Astuto como ninguém. Sempre lá, mas nunca como culpado.
Do outro lado, o grupo político da família Furlan. O ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan, lidera as pesquisas para o governo do estado. Acima dos 60%, tendo 38 pontos de vantagem sobre o atual governador, um aliado de Alcolumbre. Para o Senado, Rayssa, a irmã, está na frente com larga vantagem.
No entanto, a despeito de sua popularidade, Dr. Furlan é alvo de uma série de investigações. Em março, a PF bateu na sua porta com autorização do Flávio Dino. A decisão também o afastou da Prefeitura de Macapá.
Dentre as provas, a PF seguiu e fotografou o empreiteiro vencedor da licitação, sacando dinheiro em espécie, colocando-o numa mochila, levando-a até um ponto de encontro, onde a mochila foi embora num carro em nome do doutor.
Diante disso, te pergunto: o que faz o amapaense honesto? Anula o voto? Muda de estado? Ou simplesmente vota no Dr. Furlan e na sua irmã para o Senado?
Há algum tempo, se instalou, em parte da classe média urbana brasileira, a ideia de que não existe um menos pior. São todos iguais.
Essa é uma ideologia triunfante na demografia formada por aqueles com curso superior e que vivem nas grandes cidades.
