Quando um sinistro de trânsito acontece, os seus efeitos não permanecem restritos ao local da ocorrência. Eles chegam aos hospitais, pressionam o Sistema Único de Saúde, alcançam a Previdência Social, comprometem a renda das famílias e reduzem a capacidade produtiva do país. Cada vida perdida representa uma tragédia irreparável, mas também revela uma conta elevada que, direta ou indiretamente, é paga por toda a sociedade.
Estudo do Ipea sobre custos hospitalares, perda de produção, danos materiais e despesas institucionais mostra que o Brasil perde aproximadamente R$ 50 bilhões por ano com os sinistros de trânsito. Em média, cada ocorrência custa R$ 261.689 à sociedade. Quando há uma vítima fatal, esse valor chega a R$ 664.821.
É justamente por isso que precisamos mudar a maneira como o país enxerga os investimentos em infraestrutura viária. Investir em prevenção não pode ser tratado apenas como uma despesa no orçamento. É uma escolha capaz de preservar vidas e, ao mesmo tempo, evitar gastos futuros muito maiores.
