O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, adiou a análise do processo que avaliaria as alegações de Alexandre de Moraes sobre a conduta de André Mendonça na relatoria dos casos Master e INSS. O julgamento, que estava previsto para o dia 23 de setembro, ainda não tem nova data definida.
Segundo o analista de Política da CNN Teo Cury, o adiamento era considerado uma medida lógica, uma vez que não seria possível julgar a conduta de André Mendonça sem antes resolver a situação envolvendo Alexandre de Moraes.
A decisão de Fachin é interpretada nos bastidores do STF como uma tentativa de sinalizar ao grupo mais alinhado a Alexandre de Moraes, ao mesmo tempo em que busca organizar o tribunal diante de uma crise interna sem precedentes recentes.
Crise tende a se aprofundar, segundo fontes
Apesar dos gestos de Fachin, fontes ouvidas pela CNN Brasil indicam que não há sinalizações de que a crise vá arrefecer em breve. Pelo contrário, a troca pública de ofensas entre ministros, por meio de publicações em redes sociais, notas de gabinete e levantamentos de sigilo, aponta para um cenário de escalada.
“Não há nenhuma sinalização de que deve arrefecer, pelo contrário”, afirmou Teo Cury. Segundo ele, um ministro teria dito que “a tendência é que só piore”.
A situação chegou ao ponto de inviabilizar os trabalhos do tribunal.
