A campanha do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), avalia que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está promovendo um reajuste do Bolsa Família com finalidade eleitoral.
No entanto, a equipe jurídica de Flávio não questionará a medida no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A intenção é evitar que o PT possa argumentar que o candidato seria contra o programa social.
Nesta quinta-feira (17), o governo anunciou que o valor médio do benefício será reajustado de R$ 675 para R$ 777. O impacto será de R$ 5,8 bilhões neste ano. Para 2027, a equipe econômica estima um custo adicional de R$ 22,7 bilhões.
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Na avaliação de integrantes da campanha de Flávio, o aumento é “eleitoreiro” e “irresponsável”.
Embora haja quem considere que a iniciativa possa configurar abuso de poder político e econômico, há uma preocupação de evitar que o candidato do PL ao Planalto seja associado a críticas ao Bolsa Família ou que o PT utilize eventuais críticas ao reajuste para uma narrativa de que a oposição supostamente pretenderia retirar ou reduzir benefícios sociais.
Ao longo da campanha eleitoral, Flávio tem reforçado que, se eleito, manterá o Bolsa Família. O discurso tem sido ressaltado especialmente no Nordeste.
Ele também fala que melhorará a vida das pessoas por meio de uma rede de apoios e oportunidades em torno do programa.
