A primeira vez em que os jornais fazem referência ao local em que a seleção ficaria concentrada durante a Copa de 1950, no Brasil, foi em 23 de maio daquele ano. “No Joá, possivelmente a concentração do scratch”, informou o Jornal dos Sports. A CBD estava em tratativas com o proprietário do imóvel, o empresário Drault Ernanny de Mello e Silva (1905-2002).
Naquele mesmo dia, tudo foi acertado, como detalhou a mesma publicação: “Finalmente foi resolvido ontem o angustioso problema da concentração dos cracks brasileiros que participarão da Copa do Mundo. Graças à lembrança do desportista Armando Barcellos [ligado ao Botafogo e amigo de Ernanny], tudo foi solucionado satisfatoriamente, encontrando os dirigentes da entidade máxima a melhor boa vontade por parte do proprietário da Casa dos Arcos, o banqueiro Drault Ernanny, que cedeu sua residência no Joá, graciosamente para a concentração do scratch nacional. Ontem mesmo, Flávio Costa, Castello Branco, Armando Barcellos e Amílcar Giffoni, estiveram em visita ao local da concentração, tomando as primeiras providências para a adaptação do local para a concentração. (…).” O Jornal dos Sports mencionava Armando Barcelos, citado como “desportista” do Botafogo e que passou a ser chamado pela CBD de “patrono da concentração”.
A “Casa dos Arcos”, um local distante da região central do Rio de Janeiro, foi aberta aos jogadores em 31 de maio de 1950, quarta-feira, com direito a um churrasco.
