A empresa de ônibus A2 Transportes e a defesa do ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira rebateram as acusações da Operação Vectura Corrupta nesta quinta-feira, 17. O presidente da viação, Paulo Siqueira Korek, negou qualquer elo da companhia com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e classificou a investigação como uma manobra de "forte componente político".
A viação paulistana afirmou que seus recursos financeiros vêm exclusivamente dos contratos firmados com a Prefeitura de São Paulo para a prestação de serviços. A direção da empresa declarou que está à disposição das autoridades para apresentar documentos e que confia na Justiça. A medida atinge também o diretor da A2, Júlio Salvador Filho, que acabou preso na ação.
"A A2 Transportes nunca teve envolvimento com o PCC e jamais fez lavagem de dinheiro", declarou Korek em nota oficial. "Nossos recursos são provenientes exclusivamente dos contratos e pagamentos realizados pela Prefeitura pelos serviços que prestamos. Não temos outras fontes de entrada de recursos. Nossa história é construída com trabalho, seriedade e ética."
Ex-presidente da SPTrans busca soltura
A defesa do ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira demonstrou surpresa com o mandado de prisão expedido contra o executivo. Os advogados do escritório Fernando José da Costa alegaram que o cliente é primário, não possui antecedentes criminais e acumulou décadas de trabalho técnico na empresa pública de transporte.
