Na maior cidade do Vale do Silício, moradores e grupos ambientalistas estão se mobilizando contra uma onda de propostas de projetos de data centers. Autoridades vêm incentivando esses empreendimentos, em uma tentativa de posicionar a cidade como um polo de infraestrutura de IA.
Esse conflito destaca um desafio enfrentado pelos formuladores de políticas em todo o país: como apoiar um setor considerado pelo governo e pelos líderes empresariais como fundamental para a competitividade econômica, ao mesmo tempo em que se responde às crescentes preocupações da população sobre os impactos no consumo de eletricidade, no uso da água e na poluição decorrentes da infraestrutura necessária para sua operação.
Na Califórnia, esse debate é particularmente tenso, pois o estado abriga muitas das empresas que impulsionam o boom da IA, incluindo Google, Meta, OpenAI e Anthropic.
San Jose, uma cidade com quase 1 milhão de habitantes e a terceira maior da Califórnia, abraçou o crescimento do setor. No ano passado, as autoridades municipais anunciaram um acordo com a concessionária PG&E para agilizar o fornecimento de energia a grandes consumidores, como centros de dados.
A cidade estima que cada nova instalação possa gerar entre US$ 3 milhões e US$ 6 milhões em receita tributária anualmente para serviços como polícia, bombeiros, bibliotecas, estradas e parques.
