Xica da Silva, uma das figuras mais emblemáticas do Brasil colonial, vive um momento de dupla celebração na indústria audiovisual brasileira.
Em 2026, comemora-se os 50 anos do lançamento do filme idealizado por Cacá Diegues em 1976 e, simultaneamente, os 30 anos da estreia da célebre novela produzida pela extinta Rede Manchete em 1996.
Para marcar meio século de impacto cultural no cinema, o longa voltou às salas do país com uma versão restaurada em 4K pela Sessão Vitrine Petrobras.
Mais do que uma efeméride do cinema nacional, o marco do relançamento reacendeu o holofote sobre a atuação de Zezé Motta, 82, que imortalizou a personagem nas telonas e transformou a representação do protagonismo negro e feminino nas artes brasileiras.
Na época em que filmava sob a direção de Diegues, Zezé conta que estava compenetrada em entregar sua melhor atuação, sem imaginar o divisor de águas que a obra se tornaria no imaginário popular e na história das produções brasileiras.
“Eu estava muito concentrada em fazer o melhor trabalho que podia. Tinha consciência da importância da personagem, mas não imaginava que o filme alcançaria tantas pessoas no Brasil e no mundo, nem que continuaria sendo debatido cinquenta anos depois. O tempo foi mostrando a dimensão histórica daquela obra”, disse a atriz em entrevista recente à CNN Brasil.
