Os Estados Unidos pediram para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “revisar” a venda dos ativos de níquel da Anglo American no Brasil à empresa chinesa MMG.
O pedido constava de uma proposta encaminhada a Brasília pelo chefe do USTR (Escritório de Representação Comercial da Casa Branca), Jamieson Greer, no dia 9 de janeiro de 2026.
A informação foi divulgada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmada pela CNN.
Reservadamente, fontes do Itamaraty disseram que Greer teria insistido em um veto à compra de jazidas de minerais críticos e terras raras por “non-market economies”, em referência indireta à China.
De acordo com essas fontes, a proposta foi imediatamente rejeitada pelas autoridades brasileiras, que ressaltaram a existência de regras e condições semelhantes para investidores estrangeiros de qualquer parte do mundo.
A venda das operações de níquel da multinacional britânica Anglo American à chinesa MMG, por US$ 500 milhões, foi anunciada em fevereiro de 2025 e tem despertado reação internacional diante do acirramento de tensões geopolíticas.
O negócio abrange ativos operacionais em Goiás, Barro Alto e Codemin (Niquelândia), e dois projetos para desenvolvimento futuro: Morro Sem Boné (Mato Grosso) e Jacaré (Pará).
A Anglo American também tinha uma proposta de aquisição feita pela CoreX, da Turquia, país aliado dos Estados Unidos e da Europa na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
