Nesta quinta-feira, 17, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), rebateu ataques que o decano da Corte, Gilmar Mendes, fez a ele nas redes sociais, em um post divulgado mais cedo.
De acordo com Mendes, ao defender seu ex-sócio no IDP Paulo Gonet, Mendonça é um “pixuleco eleitoral”, no 7 de Setembro, manifestantes inflaram bonecos em homenagem ao magistrado.
Conforme Mendonça, houve tentativa de Mendes de constrangê-lo. Em nota, ele citou a Lei da Magistratura Nacional e constatou que juízes não podem se manifestar publicamente a respeito de processos pendentes de análise.
O pano de fundo é o julgamento no STF que deveria ter decidido se abria ou não uma investigação contra Alexandre de Moraes, em virtude de trocas de mensagens com Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Banco Master.
No entanto, por uma questão de ordem (ferramenta que interpela métodos de uma sessão plenária) apresentada por Mendes, a Corte se debruçou nela. O julgamento terminou suspenso por um pedido de vista de Flávio Dino.
André Mendonça desmente acusações sobre sigilo
Diferentemente do que publicou o decano no X, Mendonça esclareceu que não partiu dele a proposta de retirar o sigilo de todos os procedimentos que envolvem o Master. Isso porque o ministro levantou apenas o segredo de um caso específico.
“É, no mínimo, curioso que a crítica venha de quem sempre pleiteou publicidade irrestrita, da integralidade de toda a investigação”, declarou Mendonça.
