A francesa Engie começou a estudar projetos de usinas hidrelétricas reversíveis no Brasil, mas condiciona os investimentos à garantia de renovação das concessões. A companhia, que defende a tecnologia como alternativa para o setor elétrico, aponta a hidrelétrica de Salto Osório como uma possibilidade para seu desenvolvimento.
“Estamos começando a fazer os estudos. Ninguém fará um investimento sem ter a garantia de que terá a renovação da concessão”, afirmou Guilherme Ferrari, diretor de Energias Renováveis e Armazenamento da Engie.
Segundo o executivo, a continuidade da operação dos empreendimentos pela companhia será determinante para a decisão de investir. “Salto Osório pode ser uma usina reversível, mas só faremos os investimentos com a garantia de renovação das concessões.”
A Engie também defende que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) flexibilize as regras de aplicação dos recursos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) para apoiar o desenvolvimento dessa tecnologia.
As hidrelétricas reversíveis funcionam como sistemas de armazenamento de energia. Com dois reservatórios em alturas diferentes, utilizam eletricidade disponível em momentos de sobra para bombear água do reservatório inferior para o superior.
Quando o sistema precisa de energia, a água faz o caminho de volta, passa pelas turbinas e gera eletricidade. O mecanismo permite guardar energia para utilizá-la em outro momento, de acordo com a necessidade de atendimento ao consumo.
