O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil), alvo de um mandado de prisão na operação Vectura Corrupta, negou qualquer relação com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e afirmou que vai se apresentar às autoridades em até 24 horas. A operação foi deflagrada nesta 5ª feira (17.set.2026) pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público de São Paulo para investigar a atuação de uma organização criminosa no sistema de transporte coletivo e a infiltração de integrantes na política.
Em declaração enviada ao Poder360, Leite disse que “nega veementemente” qualquer relação com o PCC e afirmou desconhecer integrantes da facção. Também negou irregularidades na relação que manteve com empresas de ônibus.
“Minha relação com as empresas de ônibus são uma relação institucional”, afirmou.
Segundo o ex-vereador, em 2019, a pedido do então prefeito Bruno Covas, que morreu em 2021, ficou responsável por conduzir assuntos relacionados à área de transportes. Ele disse que participou de reuniões com funcionários da SPTrans e atuou na condução de questões relacionadas à greve dos trabalhadores do setor.
Leite afirmou que essas reuniões ocorreram no exercício de funções institucionais, quando acumulava os cargos de vice-prefeito e presidente da Câmara Municipal.
Sobre a ordem de prisão, o ex-vereador confirmou que existe um mandado contra ele e afirmou que pretende cumpri-lo.
