O mercado de fusões e aquisições (M&A) no agronegócio movimentou R$ 2,983 milhões no primeiro semestre de 2026, queda de 60,1% em relação aos R$ 7,467 milhões registrados no mesmo período de 2025. O recuo no valor, porém, não veio acompanhado de uma redução proporcional no número de negócios, segundo levantamento da KPMG: foram 34 operações nos seis primeiros meses do ano, em relação a 35 um ano antes, queda de 2,9%.
Para Allan Riddell, sócio-líder da área de fusões e aquisições da KPMG, os números mostram uma mudança importante no perfil das transações.“Tem menos deals, mas deals maiores”, resume
Apenas no segundo trimestre, foram 13 operações, ante 21 no mesmo período do ano anterior, mas o valor dos negócios divulgados subiu de R$ 1 bilhão para R$ 1,9 bilhão.
Segundo ele, o movimento indica a entrada no mercado de ativos maiores e de operações mais estratégicas, envolvendo empresas e grupos de maior porte. Ao mesmo tempo, o ambiente financeiro mais restritivo aumenta a pressão para que empresas endividadas vendam ativos para recuperar liquidez e reduzir sua alavancagem.
“Tem mais M&A estratégico acontecendo, envolvendo grandes empresas e grandes ativos”, afirma.
Aperto do setor agro
A explicação para esse movimento passa, segundo Riddell, por uma combinação de fatores.
