O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou não ter relação de amizade ou interesse pessoal em processos envolvendo Daniel Vorcaro e defendeu sua permanência na condução de casos relacionados ao Banco Master.
Em documento de 30 páginas distribuído internamente no Ministério Público Federal (MPF), Gonet também rebateu questionamentos sobre mensagens do ex-banqueiro e pediu que seja afastada a hipótese de suspeição ou impedimento.
A manifestação foi apresentada antes da sessão do Conselho Superior do MPF marcada para 25 de setembro. O procedimento foi aberto a partir de representação de parlamentares do Partido Novo, que questionaram a possibilidade de Gonet atuar nos casos relacionados a Vorcaro. O relator é o subprocurador-geral da República Francisco de Assis Sanseverino.
No documento, Gonet classificou as imputações contra ele como “descabidas e estapafúrdias”. Também citou declaração do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afirmou não ter identificado atuação irregular do PGR ao analisar as mensagens que mencionam seu nome.
Gonet contesta interpretação de mensagens
Sobre Vorcaro, Gonet foi direto ao negar proximidade. “Não tenho com o Sr. Daniel Vorcaro relação de amizade alguma, nem muito menos tenho interesse pessoal nos processos em que ele conste como parte ou investigado”, escreveu.
O chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR) também afirmou que não recebeu nenhum pedido de interferência nas investigações.
