O Banco da Inglaterra projetou que a inflação britânica ultrapassará os 4% no início do próximo ano ao manter a taxa de juros nesta quinta-feira (17), e o presidente Andrew Bailey alertou explicitamente que um conflito prolongado no Oriente Médio poderá exigir uma política monetária mais restritiva.
O Comitê de Política Monetária votou novamente por 6 a 3 pela manutenção dos juros em 3,75%, com três membros votando a favor de um aumento para 4%, em linha com a previsão de economistas em uma pesquisa da Reuters.
A ata da reunião desta semana, no entanto, marcou uma clara mudança de tom.
“Até o momento, os custos globais de energia mais altos tiveram um efeito limitado sobre a formação de preços e salários no Reino Unido. Mas quanto mais tempo essa volatilidade persistir, maior será o impacto sobre a inflação e mais provável será que precisemos elevar a taxa básica de juros para garantir que a inflação retorne à nossa meta de 2%”, afirmou Bailey.
O banco central afirmou que os riscos de inflação se inclinaram ainda mais para uma alta desde a publicação de suas previsões econômicas, em julho, acrescentando que a evolução dos preços da energia desde então apresentava semelhanças com seu cenário “adverso”, com o risco de consolidar a inflação.
Embora o Banco da Inglaterra tenha observado que ainda não há sinais de pressão persistente no mercado de trabalho e na formação de preços pelas empresas, ele afirmou que o risco está aumentando.
