O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a atuação de Luiz Fux na condução de uma sessão extraordinária da Segunda Turma da Corte e afirmou ter identificado um entendimento prévio entre Fux e André Mendonça no julgamento sobre a decisão que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A manifestação consta em ofício enviado por Gilmar a Fux no último dia 11 e divulgado nesta quinta-feira (17).
No documento, o decano relata a sequência de acontecimentos de 8 de setembro, quando Mendonça, relator da Petição 16.662, determinou o afastamento de Andrei e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. A decisão foi registrada no sistema do STF às 8h43.
Segundo Gilmar, às 9h29 o processo já havia sido incluído na pauta para análise da decisão de Mendonça. O gabinete do ministro afirma ter recebido a comunicação oficial sobre a convocação da sessão virtual apenas às 9h38, 22 minutos antes do início previsto para as 10h.
No ofício do dia 11, Gilmar afirma que a sequência dos horários indica que a convocação ocorreu após um entendimento direto entre Fux, então presidente da Segunda Turma, e Mendonça, sem comunicação prévia a todos os integrantes do colegiado.
