O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, enviou ofício na última 6ª feira (11.set.2026) ao presidente da 2ª Turma da Corte, Luiz Fux, em que questiona a condução do ministro no episódio do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Leia a íntegra (PDF - 190 kB).
Gilmar destacou a rapidez com que Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam o relator da ação, André Mendonça, e formaram maioria para manter o afastamento.
O ministro afirma que as manifestações foram feitas nos seguintes horários:
8h43 - Mendonça deu aval ao pedido de medida cautelar que determinou o afastamento de Andrei;
9h29 - o gabinete do relator incluiu o processo na pauta da 2ª Turma;
9h38 - o gabinete de Gilmar foi informado sobre a convocação da sessão extraordinária para analisar o caso, marcada para as 10h.
Segundo ele, essa sequência de horários “demonstra que a designação dessa sessão virtual extraordinária ocorreu mediante entendimento direto entre Vossa Excelência e o relator, sem prévia comunicação a parte dos integrantes do colegiado”.
Gilmar também cita um “prévio ajuste - não comunicado à parcela dos demais colegas integrantes do colegiado”, entre Fux e Mendonça.
O ministro afirma que pediu vista na ação às 10h, assim que a sessão começou. Às 10h04 e 10h06, respectivamente, Fux e Kassio já haviam acompanhado o relator.
