O ministro Gilmar Mendes alegou a existência de um "prévio ajuste" entre os colegas Luiz Fux e André Mendonça no julgamento sobre o comando da Polícia Federal (PF). O decano do Supremo Tribunal Federal (STF) enviou um ofício ao presidente da Segunda Turma para questionar a velocidade da sessão virtual que confirmou o afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues.
O documento remetido em 11 de setembro apresenta a cronologia registrada no sistema do tribunal. Mendonça assinou a liminar às 8h43, inseriu a pauta no sistema às 9h29 e o gabinete de Gilmar recebeu a notificação às 9h38. A reunião extraordinária começou às 10h.
Contestação de rito e paralisação do julgamento
O magistrado sustenta que Fux e Mendonça combinaram a convocação do julgamento sem avisar os demais integrantes do colegiado. Na versão de Gilmar, o rito permitiu os votos rápidos de Fux e de Kassio Nunes Marques em apoio ao relator.
O processo travou logo que o próprio decano apresentou um pedido de vista para analisar a matéria. A Segunda Turma aguarda a devolução dos autos pelo decano para concluir a deliberação sobre a chefia da corporação.
Texto em atualização.
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