Uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Estado de São Paulo na manhã desta quinta-feira (17) mirou a suposta infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) em empresas de ônibus da capital paulista. Entre os alvos está o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (União Brasil), que não foi encontrado em sua residência no momento da ação.
Em entrevista ao CNN Novo Dia, o professor da FGV e especialista em segurança pública Rafael Alcadipani analisou o alcance e a gravidade das investigações. Segundo ele, a presença do crime organizado em serviços públicos é uma tendência que vem se consolidando há anos e que exige resposta firme das autoridades.
Infiltração no transporte público e lavagem de dinheiro
De acordo com Alcadipani, o setor de transporte público é especialmente vulnerável à atuação do crime organizado por facilitar a lavagem de dinheiro. “O ônibus é uma coisa que circula o dia todo, então é difícil você ter um controle de quantas pessoas de fato entraram”, explicou.
Ele acrescentou que peças e insumos como pneus, parafusos e óleo podem ser utilizados para criar registros fictícios, permitindo que recursos ilegais sejam convertidos em dinheiro legal por meio de transações aparentemente legítimas.
O especialista ressaltou que a infiltração não se limita ao transporte.
