O governo federal prepara uma medida provisória para proibir jogos online e restringir apostas esportivas no Brasil. O texto ainda passa por ajustes, mas a orientação, até a noite desta quarta-feira, era pelo veto.
Clubes e casas de apostas já se articulam contra a proposta. A mudança pode atingir contratos de patrocínio, publicidade e a arrecadação de impostos. A previsão é divulgar a MP nos próximos dias.
O que o governo prepara
A versão definitiva da medida ainda não foi fechada. No caso das apostas esportivas, estão em avaliação tanto a restrição quanto a proibição.
Lula vem criticando os efeitos das bets sobre pessoas e famílias. Após encontrar famílias afetadas pelo jogo, o presidente afirmou no início da semana: “Estamos tomando decisões e logo, logo, a gente vai anunciar a decisão que a gente vai tomar em relação a isso, porque é uma doença, não é um jogo.”
O governo apresenta a proposta como uma forma de combater o vício e o endividamento relacionados às apostas.
Clubes calculam perda de R$ 1 bilhão
A mudança atinge diretamente um dos principais negócios ligados ao futebol brasileiro. Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo têm contratos de patrocínio com casas de apostas superiores a R$ 100 milhões por ano.
Os clubes calculam que uma eventual proibição faria o futebol perder cerca de R$ 1 bilhão em patrocínios. As equipes discutem, portanto, como reagir à medida.
