A eliminação do Santos na Copa Sul-Americana provocou a perda imediata de milhões aos cofres do clube, mas deve causar consequências ainda mais profundas nos próximos dias.
Apenas por não alcançar a fase semifinal, o clube paulista já deixou de faturar 800 mil dólares (R$ 4,1 milhões pela cotação atual). Caso tivesse se classificado, o valor facilmente superaria a casa dos R$ 5 milhões com a arrecadação da bilheteria na partida como mandante da próxima fase, que exige um estádio com capacidade para no mínimo 30 mil torcedores.
Se fosse campeão, teria direito a mais 10 milhões de dólares (R$ 50 milhões).
O problema é que a diretoria santista apostou todas as suas fichas em avançar no torneio continental para conseguir bancar os reforços trazidos na última janela de transferências, que inflacionaram ainda mais a já alta folha salarial do clube. Agora, o temor é grande por um colapso financeiro.
Mesmo ciente de que se tratava de uma estratégia de risco - semelhante a um “all-in”, quando um dos jogadores de pôquer aposta todas as suas fichas -, o clube se lançou de forma agressiva ao mercado fechar com nomes de peso, como o lateral Rodinei, o volante Arthur, os meia Lima, o meia-atacante Philippe Coutinho e o atacante Everton Cebolinha.
O ponto é que o Santos hoje não possui receitas suficientes e faz contas para arcar com a folha mensal de quase R$ 30 milhões.
