O Santos teve duas atuações distintas na Arena MRV e pagou caro pela pior delas. Depois de chegar a Belo Horizonte com vantagem de 2 a 0, o Peixe sofreu três gols no primeiro tempo, reagiu após as mudanças de Cuca e voltou a encaminhar a classificação, mas não conseguiu proteger o resultado nos acréscimos. A derrota por 4 a 2, seguida do revés por 3 a 1 nos pênaltis, expôs um contraste: houve capacidade para reconstruir um jogo que parecia perdido, mas faltou segurança nos momentos em que a equipe mais precisava controlar o confronto.
Um Santos vulnerável quando tinha a vantagem
A vantagem construída na Vila Belmiro permitia ao Santos administrar o confronto, mas o gol sofrido aos 17 segundos desmontou qualquer possibilidade de começar a partida dessa maneira. A equipe errou na saída, foi castigada imediatamente e passou a atuar sob a intensidade de um Atlético-MG empurrado pela Arena MRV.
O problema não se limitou ao gol relâmpago. O Santos teve dificuldades para reduzir o ritmo dos donos da casa e proteger sua área. O segundo e o terceiro gols reforçaram essa fragilidade: Reinier apareceu livre para finalizar nas duas jogadas.
Mesmo o gol contra de Lyanco, que devolveu momentaneamente uma margem confortável ao Peixe, não mudou o cenário. O time de Cuca continuou cedendo espaços e chegou ao intervalo perdendo por 3 a 1.
