O artista pop Peter Max, conhecido por suas obras oníricas e de cores vibrantes que marcaram o movimento hippie nos Estados Unidos nos anos 1960, morreu na segunda-feira (14), aos 88 anos, em um hospital de Manhattan. A informação foi divulgada por um porta-voz da família na noite de quarta-feira (16).
As visões de Max, muitas vezes influenciadas por seu amor pela astronomia, estavam por toda parte nos anos 1960 e 1970 e eram quase tão presentes na cultura jovem da época quanto sexo, drogas e rock ‘n’ roll. Eram como representações artísticas de uma viagem de ácido e eram, no jargão da época, realmente psicodélicas.
As cores eram vibrantes e as imagens, surreais, paisagens cósmicas e explosões de estrelas, pombas e símbolos da paz flutuantes, borboletas caleidoscópicas, nuvens fofas e outras imagens ligadas ao movimento flower power. Astros do rock como os Beatles, Jimi Hendrix e Mick Jagger foram retratados por Max, além de serem seus amigos.
O presidente Ronald Reagan era fã, e Max doou uma pintura da Estátua da Liberdade à Biblioteca Presidencial Ronald Reagan.
“Seus pôsteres decorativos mostram Max como um visionário fascinado pelo tempo, pelo espaço e pela evolução”, afirmou uma crítica publicada pelo Village Voice em 1967. “Um horizonte psicodélico prevê o dia em que os arranha-céus poderão ser templos, quando o Rainbow Room do Rockefeller Center poderá ser usado para meditação.”
Max deixa a filha, Libra, e o filho, Adam.
“Meu pai era meu melhor amigo.
