Com base em substâncias químicas encontradas nos dentes do Tiranossauro rex, cientistas descobriram que esse enorme predador era um animal de sangue quente, com uma temperatura corporal próxima à de um ser humano -, em uma descoberta que, segundo eles, deve provocar uma mudança fundamental na percepção desse famoso dinossauro.
A composição química do esmalte de três dentes de T. rex desenterrados em Montana indicou que o dinossauro tinha uma temperatura corporal de 36,3 graus Celsius, com uma variação de mais ou menos 2,5° C, segundo os pesquisadores. Para os seres humanos, a temperatura corporal média é de 37° C.
Para efeitos de comparação, a temperatura corporal média do elefante, o maior animal terrestre existente, é de cerca de 36 °C, e do avestruz, maior já existente, de aproximadamente 39° C. O tiranossauro estava entre os maiores dinossauros carnívoros.
As evidências do novo estudo de que o tiranossauro tinha sangue quente refutaram a noção ultrapassada de que se tratava de uma criatura lenta e desajeitada.
“Ele deixa de ser um réptil da maneira como as pessoas imaginam os répteis. Um animal a 36° Celsius não fica esperando o Sol aquecê-lo. Ele é termicamente independente do ambiente ao seu redor e, nesse aspecto, mais próximo de um elefante ou de uma avestruz do que de um crocodilo”, disse o geocientista da UCLA Aradhna Tripati, autor sênior da pesquisa publicada nesta quarta-feira na revista Science Advances.
