O setor de saúde suplementar registrou lucro líquido de R$ 12,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, com resultado ligeiramente inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior, quando havia lucrado R$ 12,9 bilhões, apontam os dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) divulgados nesta quarta-feira (16).
De acordo com o órgão regulador, as receitas totais do setor somaram R$ 206,3 bilhões no primeiro semestre, e o lucro líquido correspondeu a aproximadamente 5,8% da receita total do período.
Os dados são compilados com base em informações prestadas à ANS por operadoras reguladas pela agência. Destas entidades, 596, ou 76,2% do total, encerraram o primeiro semestre com resultado líquido positivo, mesmo patamar registrado em igual período de 2025.
Segundo a agência, as operadoras médico-hospitalares, que formam o principal segmento do setor, tiveram lucro líquido somado de R$ 10,9 bilhões no primeiro semestre. O resultado operacional agregado foi positivo em R$ 5,6 bilhões.
Sinistralidade
A ANS informou, ainda, que a sinistralidade, principal indicador que explica o desempenho operacional das operadoras médico-hospitalares, atingiu 81,9% no primeiro semestre de 2026, alta de 0,8 ponto porcentual (pp) em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo a agência, o índice foi influenciado por fatores atípicos, como o reconhecimento de provisão técnica voluntária por uma das maiores operadoras do setor e o aporte de recursos pelo mantenedor de uma autogestão.
